segunda-feira, 28 de março de 2016

XIII Capítulo - Veni, vidi, vici


Chegou o dia das corridas e a hora de toda a família ir ao Circo Máximo.
Augusto, o imperador também irá estar presente.
Os rapazes queriam desejar boa sorte ao Musculosus, condutor dos quatro cavalos brancos em que a fação dos vermelhos apostava na vitória.
Mas Musculosus não aparecia. Os rapazes, menos o João foram a casa daquele, saber o que se passava.
Entretanto, chegou o Imperador, homem ainda novo, alto e magro que erguia um braço com leveza e solenidade. Aos seu lado estava a sua esposa Lívia.
Mas a corrida não começava porque faltava Musculosus e a quadrilha dos quatro cavalos brancos. Não havia ninguém para os conduzir. De repente, João ofereceu-se. Saltou para o carro todo confiante e pegou nas rédeas.
Orlando e Ana iam morrendo quando viram o que se estava a passar.
O homem soltou o pano branco e foi dado o sinal de partida. As quadrigas dispararam lado a lado e foram ganhando velocidade até à primeira curva, onde a branca e a azul se distanciaram das outras duas.
Eram sete voltas, tantas quantas os ovos gigantes que tinham sido colocados numa trave de madeira.
Afinal Musculosus estava doente, na cama com muita febre.
Já só estava João, vestido de vermelho e o condutor vestido de azul. Era a última volta. Quase todos estavam eufóricos, de pé.
A vitória foi de João que, muito direito, louco de alegria, percorria mais uma vez a pista, agora devagar e acenando à multidão como se nunca tivesse feito outra coisa na vida. Cumprimentou o imperador e a rebentar de felicidade murmurava em latim e em português "veni, vidi, vici", "vim, vi, e venci".
Tinha sido uma excelente viagem no tempo, aquela que fizera a Roma. Um dia teriam de voltar senão os Flávios iriam ter saudades dos parentes de Arpino.
 

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